quinta-feira, 31 de março de 2016

Além disso, como sempre, ele demonizou os malvados opositores que querem destituir o tal “governo eleito democraticamente” e fez questão de exaltar sua imagem de salvador, dizendo que vai ajudar Dilma a governar o país com, em suas palavras: “a decência que o povo merece”, ele disse também que, ainda que o judiciário não permita que ele galgue o ministério que tanto almeja, ele atuará nos bastidores para “ajudar”o governo.

Durante o discurso de mais de uma hora a sindicalistas de São Paulo, no ultimo dia 23, o ex-presidente também disse que a questão econômica será resolvida, mas que é preciso lutar o mais rápido possível contra o que ele chamou de golpe contra o governo Dilma.




É golpe. Não tem outra palavra. Esse país não pode aceitar o golpe. A economia a gente resolve amanhã, mas evitar o golpe é hoje”. (Lula)


Segundo ele, a crise que o país enfrenta hoje será resolvida com a ajuda do povo. “Este país é tão extraordinário, com povo tão extraordinário que quem pode ajudar a resolver a crise desse país é o povo.

quarta-feira, 30 de março de 2016

Moro diz que Lula quis intimidar e obstruir a justiça

o ofício que enviou ao Supremo Tribunal Federal para explicar porque mandou grampear o ex-presidente Lula e porque deu publicidade aos áudios, o juiz federal Sérgio Moro, da Operação Lava Jato, cravou que o petista quis 'intimidar' e 'obstruir' as investigações de que era alvo. Para o magistrado, a conduta de Lula pode 'configurar crime de obstrução à Justiça' - tipificado na Lei 12.850/13, que define organização criminosa.

"Mesmo sem eventual tipificação, condutas de obstrução à Justiça são juridicamente relevantes para o processo penal porque reclamam medidas processuais para coartá-las", anotou o juiz.

Juiz transcreve 12 interceptações telefônicas que pegaram ex-presidente 'intencionando ou tentando obstruir ou influenciar indevidamente a Justiça'.

Moro transcreveu, na peça de 30 páginas, doze interceptações telefônicas da Polícia Federal anexadas aos autos da Operação Aletheia, desdobramento da Lava Jato que pegou Lula e a ele atribui a propriedade do sítio Santa Bárbara, em Atibaia (SP) - o que é negado veementemente pela defesa do petista.

O juiz chamou a atenção para um grampo em especial, no qual Lula disse a seu interlocutor 'eles têm que ter medo', em referência aos investigadores que vasculham sua vida. Para Moro, o ex-presidente fez tal afirmação 'sem maiores pudores'.

"Não se trata de uma afirmação que não gere naturais receios aos responsáveis pelos processos atinentes ao esquema criminoso da Petrobrás. Entendeu este Juízo que, nesse contexto, o pedido do Ministério Público Federal  de levantamento do sigilo do processo se justificava exatamente para prevenir novas condutas do ex-presidente para obstruir a Justiça, influenciar indevidamente magistrados ou intimidar os responsáveis pelos processos atinentes ao esquema criminoso da Petrobrás. O propósito não foi, portanto, politico-partidário."

terça-feira, 29 de março de 2016

OAB quer Delcídio como testemunha em impeachment de Dilma

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) indicou o ex-líder do governo Dilma Rousseff no Senado Delcídio do Amaral (MS) como testemunha no pedido de impeachment da presidente petista, protocolado nesta segunda-feira na Câmara dos Deputados.

Delator do escândalo do petrolão, Delcídio é apontado pela entidade como autor de declarações "estarrecedoras", segundo as quais teria sido incumbido por Dilma de obstruir a Lava Jato e articular a aprovação do nome do ministro Marcelo Navarro para o Superior Tribunal de Justiça.



Além dele, a OAB também sugere no rol de testemunhas José Eduardo Marzagão, ex-assessor do senador, e Bernardo Cerveró, filho do ex-diretor da Petrobras e da BR Distribuidora Nestor Cerveró, condenado na Operação Lava Jato e um dos delatores do petrolão.

Em diálogo gravado por Bernardo Cerveró, Delcídio também falou sobre a nomeação de Navarro e tentativas de favorecer réus da Lava Jato, sobretudo seu pai Nestor.

Informações: MSN.com

No último fim de semana, a revista Veja veiculou uma matéria cogitando que o ex-presidente Lula teria intenção de pedir asilo político a um país europeu, possivelmente a Itália



Pelo fato de ter dupla cidadania [Brasileira e Italiana] e alegando ser um perseguido político, Lula teria um plano secreto, diz a revista.

“O plano seria pedir asilo à Itália e deixar o Brasil, evitando assim a prisão”

Aliados do ex-presidente disseram que a revista Veja perdeu a noção do ridículo e noticiou um fantasioso “plano de fuga”.

A Veja disse também que no plano estaria a possibilidade de um salvo conduto [acordo] que permitiria a Lula se deslocar da referida embaixada [Itália] até o aeroporto, onde tomaria um voo até o país europeu.

A notícia se espalhou rápido e aterrissou na imprensa italiana, onde leitores comentaram a matéria.

O site do jornal italiano “Il Giornale” noticiou:

“Lula vuol sfuggire al carcere: “L’Italia mi dia asilo politico” (Lula quer escapar da prisão: “A Itália vai me dar asilo político”).

O Il Giornale dá detalhes sobre a árvore genealógica de Marisa Letícia, (e não Lula) que tem descendência italiana.

“A escolha do país seria por causa da esposa de Lula, Marisa Letícia […]. Na verdade, a ex primeira-dama é, originalmente, de Palazzago onde viviam, na Via Valle, os bisavós Giovanni Casa e Albina Mazoleni, desde 1908, antes de se mudar para a América do Sul.”

Mas o que chama realmente a atenção é a forma repulsiva que os italianos receberam e comentaram a notícia, traçando um paralelo entre Lula e Cesare Battisti, que teve seu pedido de extradição negado pelo então presidente Luíz Inácio.

A repulsa do povo italiano

Abaixo alguns comentários sobre o assunto [ publicados na reportagem do site do Il Giornalle]:

25/03/2016 – 11:00: “Absolutamente negar-se.[…] um político perseguido que tem subornos, e que está sendo investigado pelo judiciário de seu país. Em segundo lugar este é o presidente que nos negou a extradição de Cesare Battisti.[…].”

25/03/2016 – 11:19: “Estará na Itália, mas em conjunto com Cesare Battisti, alojado na mesma cela do homem que ele não queria extraditar. Criminosos miseráveis, do mesmo nível.”

25/03/2016 – 11:46: “Mas por que ele não vai para Hammamet?”

25/03/2016 – 24:41: “Em lugar usado para acomodar os cães e porcos, não se deve encontrar dificuldades para conceder o seu pedido… desde que especifique bem, a pergunta: qual das duas categorias pertence.”

Do jornal Corriere de La Sera:

5/03/2016 | 00:43: “Bem, agora nós permitimos asilo político à Lula, depois a troca imediata com Battisti”

25/03/2016 | 14:14: “Vamos aceitá-lo, para então depois fazermos a troca com o outro criminoso, Cesare Basttisti”, e assim, devolvê-lo para as prisões brasileiras.

Alguns políticos italianos também se manifestaram:

“Esperamos uma negação acerca do plano secreto para dar asilo na Itália ao ex-presidente brasileiro Luis Inácio Lula da Silva. Após o desprezo repetidamente dirigido ao nosso país, com a recusa de concessão de extradição do terrorista Cesare Battisti[…], seria mais uma humilhação para o nosso país”. Declarou a deputada da Forza Itália, Elvira Savino.

Informações: BR.BlastingNews

PMDB, PSD, PP e PR abandonam governo Dilma Rousseff

O que era pra durar pelo menos mais 4 meses chega ao fim ‘HOJE’. Dilma Rousseff perde seu principais aliados e fica sozinha, sem base, sem governo e com uma enorme dívida para pagar. 

Com o anúncio do desembarque por “aclamação” do PMDB do governo, partidos da base aliada começaram a dar sinais mais fortes de que também podem desembarcar em breve. 

O partido do vice-presidente Michel Temer decide se rompe com a presidente Dilma nesta terça-feira, em reunião no diretório nacional. No comando do Ministério das Cidades, o PSD decidiu liberar seus 31 deputados para votar como quiserem em relação ao impeachment. No comando do Ministério da Integração Nacional, o PP cogita fazer o mesmo.

No PSD, a liberação dos deputados teve anuência do ministro das Cidades e presidente do partido, Gilberto Kassab. Dirigentes da legenda preveem que a bancada do partido no Senado, de três parlamentares, também deverá ser liberada. 

Pelos cálculos de lideranças da sigla, de 70% a 80% da bancada na Câmara deve votar a favor do impeachment. O cálculo foi feito antes da saída de ministros do PMDB e do anúncio prévio de que o desembarque será aprovado por aclamação.

No PP, o presidente da sigla, senador Ciro Nogueira (PI), admite que não terá como segurar suas bancadas na Câmara e Senado, principalmente após o desembarque do PMDB. Na semana passada, o partido já tinha informado Dilma dessa dificuldade. 



Pelos cálculos da direção do partido, dos 49 deputados da legenda, pelo menos quinze são declaradamente a favor do impeachment e outros 35 “aguardam” definição oficial da presidência da legenda sobre como votar. “Só conseguimos garantir os 35 votos para o governo se for para o governo ganhar. Se for para perder, não conseguimos”, afirmou um interlocutor de Ciro. Para a direção do PP, o governo precisa reagir para tentar segurar a base.

Na semana passada, parlamentares do PP pró-impeachment entregaram ao presidente do partido uma lista com assinaturas de 22 deputados e de quatro dos seis senadores, pedindo a antecipação da convenção nacional da legenda, para votar o desembarque. 

Ciro prometeu marcar uma nova reunião das bancadas para tratar do assunto. O dirigente diz que quer “ganhar tempo” e só deixar uma decisão oficial sobre rompimento para depois que outros partidos anunciarem o desembarque.

Informações: Pensa Brasil